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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos
Maior pontuador da história das Olimpíadas e da seleção brasileira, Mão Santa construiu carreira de sucesso nas quadras e é reverenciado até nos EUA, mesmo sem ter disputado a NBA
Por André Kruger
Publicado em 17/04/2026 17:20
Basquete
Oscar "Mão Santa" Schmidt é o maior cestinha de todos os tempos, com 49.737 pontos — Foto: Divulgação/NBA

O Brasil e o mundo perderam um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Nesta sexta-feira (17), morreu Oscar Schmidt, o Mão Santa, aos 68 anos. Maior pontuador da história das Olimpíadas, o astro, que é irmão do apresentador Tadeu Schmidt, deixou a mulher, Maria Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie. Oscar enfrentava um tumor cerebral desde 2011. Em declaração, a família destacou sua luta e sua história.

 

 

"Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida. Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo", diz um trecho, que completa:

 

"A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória."

 

Ala-armador, Oscar foi considerado um fenômeno do basquete pelo mundo inteiro, e os feitos do jogador o levaram a ser reverenciado tanto em sua terra natal, quanto no resto do mundo. O dono da camisa 14 do Brasil detém muitos recordes, como o de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos e da seleção, com 1.093 e 7.693 pontos, respectivamente.

 

Até o berço do basquete, os Estados Unidos, se curvou a Oscar. Mesmo sem fazer uma única temporada pela NBA e até ter abdicado de um lugar na liga de basquete americano para atuar na seleção brasileira, os americanos reconheceram por várias vezes a importância do Mão Santa para a modalidade.

 

 

A luta pela vida

Em 2011, Oscar descobriu que tinha um câncer maligno no cérebro. E, durante anos, mostrou a mesma força presente nas quadras para vencer a batalha contra a doença.

 

Ainda em 2011, realizou a primeira cirurgia para a retirada do tumor de oito centímetros. Mas, em 2013, a doença voltou, e Oscar foi operado novamente para conter o avanço.

 

Eu estou curado, curadíssimo. Fiz uma palestra na terça-feira. A palestra foi linda, já voltei a trabalhar. Não vejo nada diferente. Muita gente fala que vai vencer, e a maioria não vence, mas eu vou. Não chorei em nenhum momento. Choro muito menos agora. É um tumor pequeno, grau 3, mas malvado. Se eu deixar, ele não sai. Mas não vou deixar. Mesmo que eu não consiga, eu vou tentar de todos os modos. Esse tumor pegou o cara errado mesmo – garantiu o Mão Santa, após uma cirurgia realizada em abril de 2013.

 

As cirurgias foram um sucesso e, após anos, Oscar recebeu o prognóstico de cura total. Até 2019, o Mão Santa ainda tomava remédios e fazia um tratamento mensal para prevenção da doença, mas clinicamente já estava liberado.

 

- Levo no alto astral. Por que baixo astral? Eu estou vivendo. Tem coisa mais preciosa do que viver? Que eu saiba, não existe. Eu morria de medo de morrer. Morria de medo. Hoje não tenho medo. Aquilo que eu fazia pouco hoje eu faço muito. Eu falo pro dono da padaria: o senhor trabalhando aí, até agora? Por que não vai viajar? Fica com esse monte de dinheiro. Você vai morrer e não vai usar (risos) - disse o ex-jogador.

Nos anos seguintes, Oscar deu outras declarações a respeito de seu estado de saúde, reforçando que se sentia bem e estava disposto a aproveitar a vida. Nos últimos meses, porém, a família do astro preferiu adotar uma postura mais reservada sobre o estado do ex-jogador.

 

Fonte: GE

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