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Perdigão e Macaris depõem contra policial militar que agrediu ex-jogador
O ex-jogador de futebol Perdigão, 48 anos, e Macaris do Livramento, campeão mundial de boxe, prestam depoimento na Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná
Por André Kruger
Publicado em 22/01/2026 20:19 • Atualizado 22/01/2026 20:20
Futebol
Macaris do Livramento (à esquerda) e Perdigão (à direita) chegam à Corregedoria da PMPR (Crédito: Franklin de Freitas)

O ex-jogador de futebol Perdigão, 48 anos, e Macaris do Livramento, campeão mundial de boxe, foram à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR), no bairro Padro Velho, em Curitiba, na tarde da quarta-feira (dia 21).

 

Os dois prestam depoimento sobre os acontecimentos do último domingo, na Vila Capanema, durante o jogo São Joseense x Operário, pelo Campeonato Paranaense.

 

Perdigão e Macaris estavam no estádio para assistir ao jogo de futebol. Na saída, o ex-jogador foi agredido por um policial militar. Macaris tentou intervir para parar a agressão e foi ameçado por um PM. Ele testemunhou as agressões, que também foram filmadas.

 

Nascido em Curitiba, Perdigão mora na capital paranaense. Macaris é morador de São José dos Pinhais e torcedor ilustre do São Joseense.

 

 

Depoimento

Na chegada à Corregedoria, Perdigão falou rapidamente com jornalistas presentes. “Não teve desentendimento”, disse. “Foi uma situação constrangedora. Abala a família e um monte de gente”, declarou. “Em todos esses anos no esporte, nunca tive problema com ninguém”, declarou.

 

Macaris

Na saída da Corregedoria, Macaris do Livramento contou como foi o caso. “Eu estava saindo do jogo, faltando três minutos. Eu vi que o Perdigão estava junto ali com três policiais. Daí eu fui perguntar o que aconteceu. Só que, pra minha surpresa, o Perdigão já tomou um golpe de cassetete. Depois ali eu já vi que estava meio áspera a conversa. Fui perguntar o que estava acontecendo. Daí eles mandaram me afastar. Eu disse: ‘mas por que me afastar?’ Estou junto com o Perdigão. Eu não dei carteirada, fui me identificar. Sou o Macaris do Livramento, campeão mundial de boxe. E aqui é o Perdigão, campeão mundial de futebol. E daí nisso começaram as agressões. O Perdigão foi para um lado e me levaram para dentro da Vila Capanema, na área social. Mandaram ficar, porque era melhor eu ter ficado ali. Depois que aconteceu tudo, voltei lá falar com eles, porque eles estavam todos em fila. Daí me chamaram de vagabundo. Eu não sou vagabundo e ninguém é bêbado. Tem que ter um pouquinho mais de respeito”, declarou o ex-boxeador.

 

“A gente espera que isso sirva de exemplo para que não aconteça com outras pessoas”, disse Macaris. “Que fique bem claro. Isso é um fato isolado. A gente tem um bom relacionamento com a Polícia Militar do Paraná. Inclusive o jornal Bem Paraná acompanha sempre os nossos eventos. Nós já fizemos são seis jogos contra a Polícia Militar do Paraná. Inclusive, nosso último jogo foi contra o pelotão de choque dentro da Vila Capanema”, ressaltou.

 

Perdigão

Nascido em Curitiba, Cleilton Eduardo Vicente, o Perdigão, foi revelado pelo Paraná Clube. Em 1997, disputou o Mundial Sub-20 com a seleção brasileira. Chegou ao Athletico Paranaense em 1997. Brilhou no Internacional de 2005 a 2008, participando da conquista da Libertadores 2006 e do Mundial de Clubes 2006. Ainda defendeu Corinthians e Vasco, entre outros clubes. Encerrou a carreira profissional em 2011.

 

Reação

Em nota oficial, a PM informou na terça-feira (dia 20) que o policial envolvido foi afastado para funções administrativas e vai responder procedimento interno. O governador do Paraná, Ratinho Jr, também se manifestou sobre o caso.

 

 

Por: Silvio Rauth Filho

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